Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Reflexão em Poesia

"MELHOR É IR PARA A CASA ONDE HÁ LUTO QUE PARA A CASA ONDE HÁ BANQUETE. PORQUE AÍ SE VÊ O FIM DE TODO HOMEM E OS VIVOS NELE REFLETEM"
~*~

A vida é algo estranho
Que o próprio consciente não ousa descrever
Mas nos choca quando ainda novo
Um coração para de bater

Num minuto de conversa
De bebida e curtição
Como num momento de despedida em festa
Para ser celebrado o cumprimento de sua missão(?)

A morte é algo tão estranho
Que o próprio consciente não ousa descrever
Quando vem de forma inesperada
Nos força a refletir e tentar entender

Quem sabe alguém lá de cima
Me deu um 'choque de realidade'
Ou só estou fazendo o que os outros mais
Neste súbito momento de fragilidade?

Valerá mesmo apena dez anos de uma vida intensa e louca
Do que 70 na frente de uma TV?
Surpreendo-me como minha vida se tornou tão pouco
Diante da minha consciência de ser

Algo precisa se adaptado
A realidade como a gravidade nos puxa quando voamos demais
Pois a vida não é um conto de fadas lindo
Onde ha gênios que nos conceda a possibilidade de voltar atrás

Por que só nós somos responsáveis pelos nossos atos, para os outros deixamos as conseqüências deles.

Gabriel Pontes

Sábado, 13 de Junho de 2009


Hoje olho no espelho e não me reconheço, o que seria evolução? Não sei responder o porquê de tanta complacência vinda de minha parte. De repente um surto em forma de mulher mostrou-me que a vida não se resumia somente em misantropia, vinhos, livros e tristeza, mas que havia muito mais, muito mais além das muralhas criadas pelo tempo, calejamentos que se tornaram armaduras quando o assunto era sentir. É claro que continuo sem acreditar no sentimento como algo que não se pode explicar, e eu mesmo não me dou ao luxo de ser feliz ou amar, mas hoje reconheço que estou muito satisfeito com minha vida.

Passo a passo me dou uma oportunidade diferente de ser algo diferente, isso acontece quando chego à conclusão de ser uma coisa só torna-se tedioso e satura, passo a ser como todos que são diferentes. Igual. Vivo hoje em dia de uma forma diferente, sempre experimentando coisas novas, um momento de conversa sobre algo fútil, um dia perdido num clube e AMIGOS.

É tão estranho falar sobre isso que me sinto traído por eu mesmo, amigos eu conto nos dedos, mas é bom tê-los do meu lado. Pessoas em quem eu posso "confiar" e dividir a cruz que é viver fora do seu tempo (Quem passou por isso ou passa sabe como é) Nitz dizia que alguns filósofos nascem póstumos. Cheguei a conclusão que não se pode evitar a todos, fugir para que se nada se deve? Até mesmo na natureza os animais se livram do seu exoesqueleto para poderem crescer. Acho que estou me livrando do meu. Amadurecimento? Quem sabe. Bom, isso já era de se esperar.

Mas como citei no blogue [Carioteca] eu não acredito na mudança quando se fala em ser humano, assim como sei que eu não mudei, mas sim me dei oportunidades. A grande verdade é que me adaptei a um mundo diferente, diferente do que existia dentro da minha cabeça alimentada pelo meu egocentrismo.

Sei que sou um sarcástico infeliz, mas posso dizer que não sou o mesmo infeliz (isso não foi uma ironia).

Quando nos encontramos perdidos caminhando por uma estrada cheia de espinhos o destino, deus, G-zuis, a vida, o Bob Esponja, nos manda alguém que mostre que as coisas são 'um pouco' diferentes do que costumávamos acreditar. Essa pessoa para mim veio em forma de mulher em forma de amor (?). Mas assim como sei que só nos somos responsáveis por nossos atos ela irá embora levando com ela um pedaço de mim, que talvez para ela não tenha nenhuma serventia, mas o pedaço dela que em mim irá ficar continuará abrindo minha mente de forma que ela nunca mais venha a ter o mesmo tamanho. E assim foi permitido tornar um símio monoteísta oligofrênico desprovido de qualquer sentimento superficial em um desprezível humano.
Mas como? Um desprezível humano?

Quando aceitamos que somos humanos e estamos dispostos a cometer erros, que estamos dispostos a chorar, a rir, a ouvir alguém e ser ouvido damos um passo rumo a ''evolução''. Se auto intitular deus de si achando que é frio demais para chorar, inteligente e sábio demais para cometer erros, triste demais para sorrir é burrice.

Só queria entender o que estou passando, essas adaptações mexem muito comigo, mas ao contrario do que sempre fiz não vou recuar, não vou entrar na caverna mais fundo. Vou contra sol de braços abertos a mostrar o quanto eu sou forte, mesmo sabendo que posso me queimar.



Gabriel Pontes

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Filhos da Puta



Sem moral e sem sentido
Tudo erro de conduta
Políticos mal intencionados
São todos filhos da puta!

Sem vergonha e dignidade
Mídia fajuta
Jornalistas corruptos e cúmplices do governo
São todos filhos da puta!

Religiões exploradoras
Lavando a mente de gente matuta
Autarquias do comércio de almas
São todos filhos da puta!

Complacentes com o erro
Que não sai nas ruas a luta
Pseudo revolucionários com Marx estampado no peito
São todos filhos da puta!

Doutores e mestres
Arrogantes por dominar a forma culta
Não tem se quer uma vida sexual saudável
São todos filhos da puta!

Músicos, se é assim que podemos chamá-los
Não sabem nem o que é uma nota diminuta
Criam melodias pobres e letras fulas
São todos filhos da puta!


Gabriel Pontes

Domingo, 24 de Maio de 2009

Mar dos Sentimentos


E nas águas do turbulento mar dos sentimentos me lancei
Sem nenhuma segurança, mesmo sem saber nadar
Fui confiando somente no medo de te perder
Nem que para isso corra o risco de me afogar

Às vezes me sinto sufocado pelas ondas
E perdido no seu imenso tamanho
E eu lá sozinho boiando nessa nova experiência
"Pois uma mente que se abre a uma nova idéia nunca volta a ter o mesmo tamanho!"

Vejo de longe um barco se aproximar
Com um ser encapuzado que me oferece a mão
E eu no desconhecido mar dos sentimentos o nego
Pois no casco do barco havia escrito Solidão

E vejo então o barco se afastando lentamente
E não guardo esperanças de nunca mais ela voltar
Pois daqui a pouco tempo, mesmo contra a minha vontade
Ela ira vir me buscar

Continuo boiando no mar dos sentimentos
Agora já estou bem longe do Porto Razão
Bate dentro de mim um arrependimento que serve de âncora
Que me faz afundar na escuridão

Debato-me e volto à superfície
Consigo acalmar esse sentimento
O arrependimento dá lugar a outro bem mais leve
Conhecido como Lamento

Meu corpo está frio e umidade me dá agonia
Vejo pulsar mais lentamente meu coração
Vejo ao longe aproximar-se mais um barco
Dessa vez era grande e sólido e no seu casco havia escrito Razão

Minha consciência me viu pular do Porto Razão
E quis me resgatar do sentimento
Mas assim como a Solidão deixei-o passar
Deixo ir embora para meu tormento

Não tenho medo dos perigos
Só medo da desilusão
Que torna-me cauteloso
Transborda-me os olhos de emoção

Eu só quero acreditar de novo
Quero dizer Eu te amo com clareza
Mas de longe vejo um barco a se aproximar
Dessa vez é a minha amiga tristeza

-Vem! Não seja idiota!
-Gritou ao passar por mim
-Não quero ir, vá embora agora!
-Sinto a tristeza triste por mim.

Eu só quero agora
Desfrutar desse mar imenso e duvidoso
Relaxante e profundo
Extremamente perigoso

Amor
Felicidade e emoção
Tudo sonhos imaginados
Por um corpo abandonado sem coração

Mas hoje nada faz sentido
Tanto faz iludir-me ou não
Sou um prematuro desistente do tempo
Vivendo nessa maldição


Gabriel Pontes

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Reflexão.


Travo uma batalha violenta com meus pseudônimos, já não sei o que sou e o que eu quis aparentar ser. O que aparentemente era controlado por mim se perde, envolvendo-me na carapaça da arrogância e do egocentrismo. A vida volta-se ao pensamento, ao questionamento, dói, e o medo impera novamente.

Sou como uma criança que quando leva a segunda palmada da mãe no mesmo lugar percebe que não dói tanto quanto a primeira, pois fica dormente e foi assim (dormentes) que deixei meus sentimentos perante as palmadas dadas pela desilusão. Sempre quis acreditar que estava encima do muro e hoje vejo que tudo que eu fiz foi, lá de baixo, me imaginar e agir como se estivesse encima dele. Sou um hipócrita que vive num mundinho fantasiado cheio da necessidade de se afirmar. Sou escravo do próprio medo, sou covarde.

Sei que nesse momento chego a um ponto do caminho que vejo quatro portas.

A que está atrás de mim me leva a retrocedência, desistindo assim de tudo que um dia fiz, de todos os livros que li, do "conhecimento" que adquiri. Voltando a ser mais um adolescente alienado que vive para a TV e não está nem ai para o mundo.

A que está ao meu lado direito é a porta da genialidade, a que me recompensará por todos os entraves do seu caminho árduo e difícil, eu serei aceito pela massa e os guiarei para algo melhor (ou pior?). Mas quantos amigos e experiências terei de deixar para seguir esse caminho? Quantas noites perderei lendo livros?

A que está a minha esquerda é a porta que me leva a loucura (sinto forte atração por ela), que me recompensará por todos os entraves do seu caminho árduo e difícil, mas em contradição com a porta a minha direita eu não serei aceito pela sociedade (isso importa?).

A que está a minha frente tem uma tranca, uma tranca chamada medo cuja chave está em meu peito, essa porta é aporta do desconhecido que me levará a qualquer quanto, a qualquer caminho. Uma pessoa melhor? Uma pessoa pior?

Fazendo o balanço geral dessas portas sinto que não sei qual escolher, até quando viverei fugindo, ou escolhendo essas portas? Será que tem volta?

Mas nesse momento o único portal que vejo que tenho que atravessar é o do meu mundinho cercado de sombras, sombras da realidade distorcida (adaptadas?), livre-me das algemas do medo e do pessimismo e sair dessa caverna que me aprisiona. Queria eu que fosse tão fácil assim.

Gabriel Pontes

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Só Lamento.


A alguns dias numa conversa que tive com uma amiga ela me disse que se pudesse voltar no passado ela não faria algumas coisas que lhe trouxeram experiência, mas a deixava muito constrangida. Eu parei para pensar e respondi: se eu pudesse voltar no passado, faria sim tudo de novo, não podemos nos arrepender do que fizemos, entretanto isso não quer dizer que não podemos lamentar. -Ela sorriu.

Meu passado é algo complicado por que eu o fiz assim admito, como sempre falei aqui quando você lê "dois" livrinhos capengas e descobre que só isso basta para superar a mentalidade de muitas pessoas na massa isso te torna altamente egocêntrico e no meu caso, altamente narcísico e elitista. Eu fui só mais uma vítima do pseudo conhecimento e ao achar que estava me tornando um sábio não percebi que cavava uma cova funda, solitária e vazia. Achando que o mundo não é justo para aqueles que sabem menosprezei pessoas, decepcionei pessoas, briguei com pessoas. Se pudesse voltar atrás no tempo eu faria tudo de novo, mas hoje lembrando só lamento.

Lembro dos cantos que deixei de ir por que o papo não me agradava, lembro que deixei muitos dos meus amigos de infância por que eles preferiam falar sobre Futebol e eu queria discutir Marxismo, Filosofia, política. Lembro que eles até brincavam: O Gabriel ta doido!
Com o tempo eu me tornei um chato, só queria falar coisas produtivas, até mesmo no meio de pessoas completamente alienadas ao invés de me sentar e discutir futebol como alguém humilde e comum. Se pudesse voltar no tempo faria tudo de novo, mas hoje lembrando só lamento.

E assim fui perdendo pessoas, alguns fazem falta, outros nem lembro que existe. E quando você tem poucos amigos o mundo se torna maior do que já é. Comecei o blogue La Solitudine para que fosse uma forma de escape de mundo real, onde aqui eu iria postar somente coisas boas. Grandes jornalistas amigos do meu pai adoravam meus textos críticos e inovadores, era uma fase de inovação. Falhei. Tornei o blogue um poço de lamentações e murmúrios que até pouco tempo era lido somente por mim. Se pudesse voltar atrás faria tudo de novo, mas hoje lembrando só lamento.

E todas as meninas lindas e gentis que eu encontrei no caminho, poderia ter aproveitado mais os momentos a dois, poderia ter me preocupado menos com o supérfluo, poderia ter sido mais compreensível. Se pudesse voltar atrás faria tudo de novo, mas hoje lembrando só lamento.

E todas as noites de sono perdidas devorando livros, alguns eu sequer entendia e lia, relia, relia até a cabeça doer e os olhos não pararem de lacrimejar de tanto forçar a vista. Dos dias de sol perdidos em uma biblioteca lendo mais livros. Se pudesse volta atrás... (Por que somente para isso em mim permanece a dúvida, essa experiência foi a que definiu o que sou.)

Gabriel Pontes

Terça-feira, 5 de Maio de 2009


Olá leitores, eu não gosto de vocês.

Mas a educação que mamãe me deu não pode faltar nesse momento que me sinto muito satisfeito em ver que hoje o meu blogue é reconhecido, não só como histórias deprimentes de um símio desprovido de rabo, alcoolizado e infeliz. Mas sim como palavras sentidas (sem sentido?!) e vividas por alguém que diz não acreditar nos sentimentos, mas que os vive com tanta veracidade que os faz chorar, sentir pena e refletir.

Não posso deixar de dizer obrigado (O que? Gabriel agradecendo? oO') a todos aqueles que lêem meu blogue, sei que você leitor pode não concordar com meu ponto de vista, pode me achar um playboyzinho que tem tudo que quer e procura motivo para aparecer. Isso não faz diferença, você também esconde um lado hipócrita, só tem medo de mostrar, eu publico minhas hipocrisias em forma de textos e poesias e você prefere se esconder preso nas raízes do ego e com medo do que os outros vão dizer.

Deixando de lado esse papo emocore vou escrever uma poesia diferente. Dá para se perceber que minha vida amorosa é muito atribulada; Envolvo-me e Decepciono-me varias vezes, mas esse é o combustível que move meu blog. E atualmente, não poderia me sentir diferente, nada melhor do que estar com alguém. Mas não se preocupem leitores, daqui a alguns dias eu voltarei revoltado e mal amado escrevendo poesias de como a vida é ruim para mim por não deixar que eu seja feliz (se isso é possível). Aguardem meus lamentos.

Me perco na escuridão do ego
Não sei onde vivo ou onde vivia
Perdido nas mazelas amaldiçoadas
Preso nos galhos da misantropia

Mas de repente chega uma moça
Bonita e com um leve sorrisinho
Para me mostrar que nesta vida
Não se pode viver sozinho

É estranho ela entrar na escuridão
Sem medo de se tornar mais uma escrava
Levada aos pensamentos obscuros
No pântano que certa a arvore que me aprisionava

E resgatou-me dos galhos amaldiçoados
Tirando-me da escuridão
E com um beijo tudo tornou-se claro para mim
Volta a bater meu coração

Volta a vida pulsar nas veias
Na pele morena que me contagia
Nos beijos calientes de doces
Solto sorrisos de alegria

E meu coração tenta
Aproveitar ao máximo tudo isso
Pois logo eu mesmo
Posso fazer disso um desperdício

E jogar fora mais uma oportunidade
Que a vida me dá
Ou então a vida irá me iludir
E quando estiver envolvido essa garota ela irá levar.

Gabriel Pontes


Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Olá.

Olá meus leitores, eu não gosto de vocês; Mas gosto de escrever para vocês lerem. Ultimamente estou sem criatividade para escrever, por isso relatarei através de poesia um acidente que vi. A furiosa maquina humana de 300 cavalos contra um felino irracional.




E na rua de pedras batidas
Havia um carro a se aproximar
E como se sentissem em um ato de despedida
Estavam dois gatinhos a brincar.

Um deles brincava alegremente
Aproveitando sua existência e a vida
Sem saber quanto sangue iria derramar seu irmãozinho
Naquela rua de pedra batida.

Enquanto o carro se aproximava
A uns 40km/hora
O gatinho viu então
Chegar a sua hora

Assustado com o barulho do carro que vinha
Para o outro lado da rua correram assustados
E ali estava a fatalidade
Deu para ouvir os estalidos e os estralados.

Eles correm uma trás do outro
Mas o ultimo gatinho foi forçado a parar
Quando viu a primeira roda do carro
Por cima do seu irmãozinho passar

E como se não bastasse presenciar isso
O gatinho pulou assustado para trás
Vendo a roda de trás do carro
Esmagar seu irmãozinho ainda mais

Mas se não bastasse para Deus
O sofrimento que o gatinho sentia
De ter seus ossos quebrados
Ele entrou em espasmos e convulsões por agonia

Espasmos tão fortes
Que seu corpo começava a quicar
Enquanto agonizando o gatinho lutava
Para sua vida salvar

E nas contorções violentas
Jorrava sangue pela boca quebrada e torta
Quando a mais dura imagem percebeu
Notou que seu olho estava fora da orbita

E nos últimos momentos ele viu
Um jovem ao seu lado presenciar sua agonia
Parado ali olhando
O gato que se contorcia

Depois de uns 15 segundos ou mais
O gato parou de agonizar
Olhando para o garoto estranho
Que então se virou e começou a se afastar

Diante das dores
O gato então desistiu
E naquela rua de pedras batidas
Da vida ele se despediu.

Foi quando seu dono chegou, era uma criança
Que mesmo com o gato amassado, morto na carne crua
Com as próprias mãos ele tristonho
Tirou o gatinho do meio da rua

Colocando-o no canto
Para quando o lixeiro passar
Vendo que a vida era tão frágil
Que para morrer era só vivo estar

E o estranho garoto?
Era um poeta sem sentimentos
Que viu na agonia e morte do gato
A verdade sem lamentos

A verdade
Que ele apenas queria para os amigos mostrar
Que muitas vezes a gente ri
Para com pena não chorar.


Gabriel Pontes.



O outro ponto de vista da História:
Uma amiga presenciou a minha pessoa vendo o gato sendo atropelado e me deixou isso no orkut, fazendo um paralelo por eu nunca responder seus screps e muitas vezes apagá-los sem responder.*

Olá, eu gosto de você. :D eu gosto de te mandar recadinhos. Mesmo sabendo que você vai apagá-los... que você vai passar por cima deles como aquela mulher passou por cima do gato.. que você vai esmagar minhas palavras como ela esmagou o estômago daquele felino... essas tão lindas frases que teimo em colocar pra fora que nem ficou o olho daquele gato.... mas mesmo assim eu gosto de você como aquele menino gostava de seu gato... a prova é tanta que eu pegaria em você como ele pegou o gatinho dele, se você estivesse morto e com o olho esbugalhado... e ainda ficaria admirando seu sorriso satisfeito por ter visto o exato momento do atropelamento.... por ter visto o pobre morrer sem ter culpa, por ter sentido o sangue correr nas veias, ao estar tão próximo daquele ser quase sem vida e ter vontade de... ajudar? socorrer? gritar? pegá-lo no colo e fazer com que os últimos segundos dele sejam felizes?





que nada, FALA sérioooo, ele queria mesmo era rir....

Larissa (Lala ploc)